Mistério das “estrelas imortais” da Via Láctea pode ter sido desvendado

junho 25, 2024
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Mistério das “estrelas imortais” da Via Láctea pode ter sido desvendado


Um aglomerado de estrelas perto do tumultuado núcleo da Via Láctea encontrou o caminho para a imortalidade. É o que sugere um novo estudo – disponível em versão pré-print no servidor arXiv e ainda não revisado por pares – que propõe que essas estrelas podem capturar e destruir continuamente partículas de matéria escura em seus núcleos.

Usando simulações computacionais da evolução estelar, os cientistas descobriram que a matéria escura, atraída pela gravidade dessas estrelas, muitas vezes colide e se aniquila no interior estelar. Este processo libera uma quantidade significativa de energia, transformando partículas de matéria escura em matéria comum.

Estrelas que orbitam perto do centro da Via Láctea podem ser “imortais” por causa de um elemento enigmático no Universo. Crédito: Ovchinnkov Vladimir – Shutterstock

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A matéria escura estabiliza estrelas no centro da Via Láctea

Esta fonte extra de energia poderia manter as estrelas estáveis, tornando-as potencialmente imortais, mesmo depois de ficarem sem combustível nuclear convencional. “Estrelas queimam hidrogênio na fusão nuclear”, explicou Isabelle John, principal autora do estudo e doutoranda em física de astropartículas na Universidade de Estocolmo, ao site Ciência Viva. “A pressão externa resultante desta fusão equilibra a pressão interna da gravidade, mantendo as estrelas estáveis.”

“As nossas simulações mostram que se as estrelas conseguem recolher grandes quantidades de matéria escura, a aniquilação desta matéria dentro das estrelas pode gerar uma pressão externa semelhante à da fusão nuclear,” disse John. “Isso estabilizaria as estrelas, permitindo-lhes usar matéria escura como combustível em vez de hidrogênio.”

A grande diferença aqui é a fonte de combustível. Embora o hidrogénio acabe eventualmente, levando à morte da estrela, a matéria escura pode ser continuamente recolhida, oferecendo um fornecimento ininterrupto de energia. “As estrelas podem coletar matéria escura continuamente”, destacou o pesquisador. Isto poderia explicar porque é que algumas estrelas parecem mais jovens do que o esperado – estão a ser revitalizadas por um combustível diferente e aparentemente inesgotável.

Uma imagem do Telescópio Espacial James Webb da NASA (JWST) mostra uma porção de 50 anos-luz de largura do centro da Via Láctea. Estima-se que 500 mil estrelas brilhem nesta captura. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, S. Crowe (UVA)

Se validada, esta investigação poderá revolucionar a nossa compreensão da longevidade das estrelas e do papel da matéria escura no cosmos.

A descoberta de que as estrelas podem utilizar a matéria escura para prolongar a sua vida útil não só desafia a nossa compreensão atual da evolução estelar, como também abre novas possibilidades de investigação sobre a matéria escura, um dos maiores mistérios do Universo.





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